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O Professor Passador de Cultura

Inserido no Projecto de Investigação e Intervenção Educativa
“OS NOSSOS FUTUROS - EDUCAÇÃO, CRIATIVIDADE E CULTURA”

  sem. realizados

  contactos?

 

"Outros, felizmente – editores, livreiros, professores, bibliotecários, críticos, universitários, adidos culturais e leitores de todos os quadrantes – preferem ser passadores. (...) Esses, os passadores, sentem curiosidade por tudo, não confiscam nada, transmitem o melhor sem envergonhar ninguém com o pior."

In “Gardiens et Passeurs” Daniel Pennac

Local: Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro – TELHEIRAS (Lisboa)

Organização: Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade 

Apoio: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro - Câmara Municipal de Lisboa; DEB Inovação - Ministério da Educação (SIQE); Fundação para a Ciência e Tecnologia (Programa Operacional Ciência, Tecnologia, Inovação do Quadro Comunitário de Apoio III), Porto Editora, Staedtler.

Data: dia 8 de Março de 2005, das 10:00 às 17:00 - 20€ / gratuito para os Associados
         dia 9 de Março de 2005, das 10:00 às 17:00 - 20€ / gratuito para os Associados

Objectivos deste Seminário

  • Alertar para a necessidade do professor se assumir como um “passador de cultura” e não um mero transmissor de conteúdos;

  • Levantar pistas que possam contribuir para a valorização da função cultural do professor, nomeadamente em termos de educação para a leitura e para a escrita, e de educação artística, independentemente do grupo de docência ou área profissional científica em desenvolve o seu trabalho.

 


 

PROGRAMA

DIA 8 DE MARÇO DE 2005 (10h-17h)

09.30

Recepção dos participantes e entrega de documentação

10.00

PASSADORES DE CULTURA - Paulo Raposo

10.30

ESCRITA CRIATIVA E LEITURA  - Margarida Fonseca Santos

11.00

DEVORA LIVROS - Célia Ramos e Rui Cabral

11.30

Intervalo

12.00

ESCREVER COM ARTE – Rita Martins

12.30

DESDE QUE TARZAN BEIJOU JANE, ALGO MUDOU NA SELVA?
José Luís Matias

13.00

Almoço

14.30

BOOKCROSSING

14.45

O SENHOR VALÉRY Gonçalo M. Tavares

16.00

O BICHO DA ESCRITA Interpretação de Célia Ramos sobre texto de Rui Zink

16.30

OLHA A MÚSICA QUE HÁ AÍ - Madalena Wallenstein

17.00

Encerramento

 

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  COMUNICAÇÕES / DINAMIZADORES
 

GONÇALO M. TAVARES

Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Foi Bolseiro do Ministério da Cultura — IPLB com uma bolsa de Criação Literária para o ano 2000, na área de poesia.

Em Dezembro de 2001 publicou a sua primeira obra: Livro da dança.

Recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso com a obra O Senhor Valéry (publicado na Editorial Caminho em 2002) e o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações. Novalis.

Publicou O homem ou é tonto ou é mulher e A colher de Samuel Beckett e outros textos, ambos na Campo das Letras e adaptados para teatro.

Ainda em 2003 publicou O Senhor Henri a que se seguiram O Senhor Juarroz e o Senhor Brecht.

Publicou também os romances: Um homem: Klaus Klump, em 2003 e A máquina de Joseph Walser (2004).

JOSÉ LUÍS MATIAS

Leitor. O seu livro preferido é “A vida de um piolho chamado Matias”. Acredita na biblioterapia.

Tem um grande desafio: pôr todos os portugueses a ler.

MADALENA WALLENSTEIN

Tendo como formação de base a música, a sua actividade profissional tem sido muito diversificada. Trabalhou como flautista, como professora e pedagoga, como orientadora de workshops e como encenadora e criadora de espectáculos de teatro e música para crianças e jovens.  Actualmente dirige e lecciona na Oficina de Expressão Artística Artemanhas.

MARGARIDA FONSECA SANTOS

Professora de Pedagogia da Formação Musical, na ESML, começou a escrever aos 33 anos. É membro fundador do Clic - Clube de Literatura, Ilustração e Cª, onde orienta ateliers de escrita criativa para crianças e professores.

Foi responsável pelo apontamento Bicho de Conta (contos para crianças), RDP Antena 1 e participou, como autora, no projecto escreBITores da uARTE (intercâmbio de escrita pela internet com escolas do 1º ciclo do Ensino Básico).

Ganhou o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca 1996 e o Prémio Revelação em Ficção APE/IPLB – 1996. Tem seis livros de contos infantis publicados e quatro romances juvenis, dois romances e um livro de contos para adultos. Escreveu várias peças de teatro para a infância e o texto do musical O Navio dos Rebeldes.

PAULO rAPOSO

Antropólogo. Doutorado em Antropologia.  Professor no Departamento de Antropologia do ISCTE e membro da Comissão Coordenadora do Mestrado em Antropologia da mesma Universidade. Membro da Comissão Redactorial da Revista Etnográfica e da Revista Educação, Sociedade e Culturas.

RITA MARTINS

Rita Martins é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e tem também formação na área de teatro. Aliando sempre que possível a sua actividade de docente à prática teatral, participou como actriz profissional em espectáculos apresentados no Teatro de Carnide, Teatro da Trindade, Teatro Nacional D. Maria II, Auditório Carlos Alberto (Porto) e Teatro Rivoli (Porto), e esteve envolvida no processo de criação de duas novas companhias teatrais no Baixo Alentejo; a companhia Lendias d’ Encantar ( Beja ) e a Companhia de Teatro de Portel. Actualmente é professora de Língua Portuguesa e Expressão Dramática ao nível do 3º Ciclo e Secundário, e é também a directora pedagógica da Associação Tenda (Lisboa), responsável pelo projecto de formação na área do Teatro-Circo.

   
 

DIA 9 DE MARÇO DE 2005 (10h-17h)

Workshop  “ BANDA DESENHADA: INTERCÂMBIOS E INTERACÇÕES TEXTO-IMAGEM”

A banda desenhada (BD) não é um sub-género da literatura, é uma forma de expressão artística autónoma, com pontos de contacto com a literatura e o cinema, mas com uma linguagem e com códigos próprios.

De forma a ganhar consciência de alguns desses códigos e das potencialidades que decorrem da articulação sequencial de imagens e textos, pretende-se gerar discussões em torno de alguns exercícios:

- descrição física e psicológica de uma personagem a partir de uma ilustração

- construção de uma história a partir de uma BD sem palavras

- planificação de uma BD a partir de um argumento (não são necessários talentos de desenho, o que se pretende é trabalhar a "mise en page", ou seja a forma como se fragmenta a narrativa e se articulam esses fragmentos)

Dinamizador - JOSÉ CARLOS FERNANDES

José Carlos Fernandes é um autor de BD com cerca de 25 livros publicados em Portugal, Espanha e Brasil, dos quais se poderá destacar a série "A Pior Banda do Mundo", com 4 volumes já editados e mais alguns a caminho. Tem colaborado regularmente como ilustrador em vários jornais e revistas, nomeadamente no "Diário de Notícias".

Orientador de ateliers de BD. É formador nas acções de formação "A história e a literatura na BD" (organizadas pela Bedeteca de Lisboa/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas durante 2002-2004) e tem participado em acções de divulgação, discussão e ensino de BD um pouco por todo o país.

 

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Pressupostos

Tendo por base o Projecto de Investigação e Intervenção Educativa “OS NOSSOS FUTUROS - EDUCAÇÃO, CRIATIVIDADE E CULTURA”, consideramos a educação criativa e cultural essenciais para o desenvolvimento da pessoa na sua plenitude.

Numa época de rápidas mudanças e grandes diversidades culturais, a educação deve ajudar a compreender os diferentes valores culturais e contribuir para desenvolver capacidades adaptativas e de resolução criativa de problemas de vida, numa perspectiva transversal.

Todas as pessoas têm um potencial criativo, só que em diferentes graus de desenvolvimento, que se pode manifestar em todas as áreas da actividade humana, segundo as orientações/inclinações de cada um.

O sistema de ensino formal deverá ter a capacidade de chamar para si o que no ensino não formal poderá contribuir para uma aprendizagem mais real e efectiva.

Pensamos que é importante promover uma educação mais criativa, cultural e sustentada no tempo, que tenha em conta:

  • uma maior preocupação ao nível dos programas e do currículo por parte das entidades responsáveis;

  • o mercado de trabalho, que  espera que a educação forneça mais competências criativas, desenvolvendo práticas de trabalho em equipa, competências sociais e de comunicação;

  • a comunidade local, onde os estabelecimentos de ensino se inserem, já começa a interessar-se em parcerias com as escolas, ajudando a torná-las mais flexíveis;

  • as novas tecnologias, que proporcionam um acesso sem precedentes a ideias, informação, pessoas e organizações através do mundo, bem como novos meios de expressão da criatividade e de compreensão da mudança cultural.

Agora, mais do que nunca, existe a consciência da necessidade de uma aprendizagem efectiva e sustentada por parte de todos os cidadãos. Aprendizagem efectiva em cada um dos estádios de desenvolvimento e sustentada em todo o ciclo de vida.

 

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