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Violência em Contextos Educacionais Contributos da Criatividade
seminário realizado em
19 de Outubro de 2001
Local:
Auditório da Faculdade de
Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Lisboa
Organização:
Associação
Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade
Apoio: Faculdade de
Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Lisboa,
Porto Editora, Staedtler,
Arte Periférica, Caixa Geral de Depósitos, Hotel Tivoli Lisboa, Fundação
para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia,
Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação e Instituto
de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional, Livraria Buchholz
Público Alvo: Educadores,
Professores, Estudantes e todas as pessoas interessadas no tema |
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INTRODUÇÃO Reflexo da sociedade, a escola surge como um dos palcos possíveis da violência. Cado caso de violência transporta consigo uma história de vida, uma família, ou a falta dela, um percurso escolar feito de (in)sucessos, uma integração social melhor ou pior conseguida, em suma, uma trajectória de vida particular. A violência é, antes de mais, um problema relacional, e acreditamos que é essencialmente na relação com os outros que se deve procurar a resposta. Não se pode assim compreender a violência a partir de um retrato instantâneo, mas através da sua construção nos diversos contextos educacionais, sejam eles a família, a escola, os meios de comunicação social, etc.
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Índice |
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BREVE RESUMO DAS COMUNICAÇÕES E NOTAS BIOGRÁFICAS ANNA CRAFT - Creativity as UniversalThrough the stories of two children, and by posing some questions about their lives and education, I will be exploring two big ideas. One, is the idea of 'little c creativity', which I propose as an essential element of our education process. I will do this against the background of the other big idea, that is the universalization of the conception of creativity. I will explore how we teach for little c creativity, and pose some challenging questions for us all to consider as we attempt to stimulate children's creativity in the context of today's uncertain world. Partindo das histórias de duas crianças, e colocando algumas questões sobre as suas vidas e educação, Anna Craft irá explorar duas grandes ideias. A primeira é a ideia de “criatividade com c minúsculo”, que propõe como um elemento essencial no processo educativo. A outra grande ideia é a de universalização do conceito de criatividade. Explorará também como ensinar para a “criatividade com c minúsculo”, e levantará algumas questões que nos farão pensar sobre como cada um de nós pode contribuir para estimular a criatividade das crianças no contexto de incerteza do mundo actual. Nota Biográfica Anna Craft iniciou a sua vida profissional como professora primária em Londres. Na University of North London trabalhou na formação de professores e CPD. Integrou o National Curriculum Council. Actualmente é Professora na The Open University, onde nos últimos dez anos tem vindo a desenvolver cursos versando predominantemente o ensino básico e o desenvolvimento do professor. Fundou a Creativity in Education Community at The Open University e dedica-se à pesquisa e escrita sobre a criatividade na aprendizagem. É autora de diversos livros, incluindo “Creativity Across the Primary Curriculum” (Routledge, 2000) e “Creativity in Education” (Continuum, 2001) e está a preparar a publicação de um livro sobre a criatividade nos primeiros anos de vida previsto para 2002 (Continuum). Tem sido consultora do governo britânico no domínio da criatividade na educação e está a desenvolver um projecto no âmbito da “Lifewide Creativity”. É membro convidado da Royal Society of Arts, Manufacture and Commerce (RSA). |
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ISABEL PIMENTA FREIRE - A criatividade dos professores na construção da disciplina escolar O conceito de disciplina escolar tem sido bastante associado à ideia de cumprimento e mesmo de obediência às regras por parte daqueles que fazem parte de um determinado grupo social ou organização. Desvaloriza-se muitas vezes o processo de construção dessa mesma disciplina e de participação de cada indivíduo na mesma e valoriza-se, por vezes excessivamente, a criação de rotinas e a manutenção de comportamentos padronizados. No mundo actual, no qual a escola reflecte a complexidade e a diversidade social e cultural que o compõem, a construção da disciplina escolar exige uma certa ruptura com os padrões de intervenção baseados no apelo ao cumprimento da regra, instalados como rotina. Estes terão de ser substituídos por uma busca concertada de novas formas de agir por parte dos educadores, que requerem competência de diagnóstico das situações e dos problemas, das suas causas e consequências e capacidade para se situarem no fino equilíbrio entre a proximidade e a autoridade, entre a flexibilidade e a firmeza, de acordo com as exigências que cada situação e cada contexto colocam. Apesar da disciplina escolar, enquanto processo para a construção da autodisciplina e de preparação para a cidadania, constituir uma questão que não pode ser escamoteada, a sua transposição para a prática quotidiana das escolas, bem como a sua articulação com a teoria, constituem uma área obscura nos sistemas educativos em geral (Lewis, R., 1999). Pensamos poder contribuir para uma reflexão mais fundamentada sobre a importância das práticas disciplinares e do pensamento dos professores no quotidiano de uma escola. Nota biográficaIsabel Pimenta Freire, professora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Lisboa, onde tenho leccionado principalmente as disciplinas de Análise da Relação Pedagógica, Práticas Educativas e Análise de Situações Educativas. No campo da investigação o interesse central é o da relação pedagógica e de modo particular o fenómeno da indisciplina e da violência na escola. Tenho participado em alguns projectos de investigação nacionais e internacionais nesta área e na da formação de professores. Tenho colaborado com alguns centros de formação de professores, autarquias, escolas, sindicatos e outras organizações, desenvolvendo acções de formação de professores e outros educadores de duração variável. Tenho publicado alguns artigos sobre a temática da indisciplina e da formação de professores e realizado comunicações em encontros científicos nacionais e internacionais. |
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UM CONTRAPONTO À VIOLÊNCIA
Vivaldi – Sonata “Al Santo Sepolcro” (Largo Molto - Allegro ma poco) Bach – Air da Suite 1068 BWV Ré Maior Haydn – Divertimento I - NR53 (Moderatto - Minuetto - Allegro) |
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MARIA BENEDICTA MONTEIRO - -Meios de Comunicação Social e Construção Social da ViolênciaO papel dos MCS na normalização dos valores e dos comportamentos, na construção da realidade social e na sua amplificação, encontra na investigação sobre a violência um dos seus campos mais férteis e mais polémicos. Às perguntas dos educadores sobre os reais impactos da exposição à violência exibida na TV, quer em noticiários, quer em documentários sobre a vida real, quer em filmes, realistas ou ficcionais, apesar da evidência acumulada sobre as diversas formas de impacto negativo dessa exposição, continuam a surgir dúvidas sobre as políticas a adoptar em contexto educativo, nomeadamente na família. Aborda-se ainda a questão dos jogos de vídeo, do carácter violento da sua esmagadora maioria, e dos resultados da investigação incipiente nesse domínio. Nota BiográficaLicenciada em Psicologia pelo ISPA, em 1974, na especialidade de Psicologia Social. Acedeu ao grau de Doutor em Psicologia pela Universidade de Lovaina, Bélgica, em 1984, com uma Tese intitulada La Construction Sociale de la Violence: Approcche cognitive et développementale. Prestou provas de Agregação em Psicologia Social no ISCTE, em 1995. É Professora Catedrática no Departamento de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE desde 1996 e Investigadora do Centro de Investigação e de Intervenção Social/ISCTE desde 1992. É responsável pela área de estudos de Psicologia Social da Educação na Licenciatura departamental e pela área de Gestão de Conflitos no Programa de Estudos pós-graduados. A sua actividade de investigação tem-se centrado, para além da área da violência, no estudo das relações intergrupais, quer no quadro organizacional , quer em quadros educativos, procurando articular factores socio-estruturais e socio-cognitivos responsáveis pela cooperação e pelo conflito entre grupos. Mais recentemente introduziu nos estudos em quadros educacionais a dimensão étnica, estando a coordenar desde 1997 um projecto de investigação sobre Relações interculturais, mudança de atitudes e condições de generalização da mudança: a perspectiva do desenvolvimento, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo CIS/ISCTE. |
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JOSÉ FALCÃO AMARO - Violência na Família: uma diferente perspectivaEsta comunicação pretende abordar a problemática da violência doméstica numa perspectiva diferente: demonstrar que esta é um fenómeno transversal a todos os segmentos da sociedade e caracterizada por mitos culturais que a representam de uma forma menos correcta. Esta comunicação vai tentar desafiar e agitar as consciências dos técnicos que participam na conferência de forma a encararem este fenómeno e a agirem perante estas situações, tornando-se ainda mais úteis nas comunidades onde se encontram inseridos. Nota BiográficaEducador Social. Coordenador da Linha Nacional de Emergência Social - 144 Docente na Universidade do Algarve. Sempre trabalhou na área da exclusão social, nos últimos anos Assessor Técnico da Direcção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e Gestor do Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica. |
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JOSÉ VÍTOR MALHEIROS - A Imprensa gosta de violência? A abordagem da violência pelos media. Riscos e cuidados na gestão da cobertura de eventos violentos. A violência doméstica e a violência social nos media. Os diversos públicos da imprensa perante a violência. Uma abordagem pedagógica da violência? Nota Biográfica José Vítor Malheiros, 44 anos, é director editorial do PUBLICO.PT, o site do jornal PÚBLICO, de quem foi, em 1989, um dos jornalistas fundadores. Anteriormente foi editor da secção de Ciência e Tecnologia do mesmo jornal (1989-1999) e coordenador da secção de Ciência do semanário "Expresso" (1983-1989). Jornalista profissional há vinte anos, a sua actividade tem sido principalmente dedicada às áreas da ciência, tecnologia, saúde, ambiente e educação. A sua experiência profissional centrou-se na imprensa escrita, com intervenções pontuais na rádio e na televisão. É autor de dois livros. |
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MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA: CADERNOS DE CRIATIVIDADE nº 3 |